O sorriso e a comunicação não verbal

Hoje o  texto do meu amigo o conceituadíssimo dentista Carlos Loureiro Neto,  sobre o sorriso e a comunicação não verbal,  tenho certeza que vão gostar!

Comunicação não verbal é uma comunicação sem palavras, ou seja, através de gestos, sorrisos, movimentos dos olhos, toques, volume da voz e, até mesmo através do silêncio ocorre uma comunicação.

Segundo Lilian Riskalla, consultora de Imagem e comportamento, 30 segundos é o tempo que leva para alguém formar uma lista inteira de impressões sobre seu caráter e habilidades. Ressalta ainda que os julgamentos que fazemos sobre alguém no nosso primeiro encontro são muito poderosos e difíceis de mudar. Em um encontro inicial nós tendemos a tratar os outros como objetos dando ênfase a como eles se parecem e soam a você.

O ser humano consegue, por meio da interpretação de gestos, captar o que o falante quer dizer nas entrelinhas. Pesquisa realizada por James Kouzes e Barry Posner, autores do best-seller “O Desafio da Liderança”, revela que apenas 7% do impacto da comunicação é passado pela fala. Já as expressões não verbais contribuem com 55% da mensagem que se quer dar. Os 38% restantes ficam por conta das características vocais do emissor (entonação, ênfase, colocação vocal, volume da voz).

As mensagens da comunicação não verbal podem comunicar sentidos específicos. Quando uma pessoa gosta de outra, sinaliza-o primeiro, através de sinais não verbais e depois por mensagens verbais.

As mãos, postura, gesto e olhares passam mensagens, às vezes contrárias às proferidas pela fala levando o mundo corporativo a analisar com cuidado a questão. Prova disso são treinamentos voltados para o aprimoramento da comunicação não verbal destinados a executivos.

A expressão facial é a forma mais comum de demonstrar emoções. Fisiologistas estimaram que o rosto humano é capaz de gerar cerca de 20.000 expressões diferentes.

O sorriso, provavelmente é expressão facial que melhor rompe barreiras e aproxima as pessoas, tanto em relacionamentos sentimentais, quanto profissionais. Pode dissipar uma angústia, se for simpático, ou aumentá-la se for sarcástico; pode estimular um trabalho, se for de aprovação, ou desanimar quem trabalha se for cínico; pode criar uma amizade, se for sincero e transparente e pode humilhar de modo irreversível se não for autêntico e espontâneo.

Ter um sorriso agradável, face harmônica e hálito puro, além de sinal de saúde, pode contribuir muito para a melhoria da qualidade de vida. A auto-estima se constrói desde a infância, mas pode ser reconstruída a qualquer tempo. Ter saúde, sorrir e ser feliz é viver bem.

Pessoas que sentem qualquer desconforto quanto ao seu hálito ou à aparência de sua face e dentes (tortos, escuros, manchados, separados, pequenos, etc.) apresentam uma tendência a serem introspectivas, inseguras e complexadas. Desta forma, a aproximação para falar, expressar opiniões e a manifestação do sorriso ficam muito difíceis, podendo se tornar fator de influência no equilíbrio emocional que envolve a auto-estima, levando estes indivíduos a serem interpretados como mal humorados, fechados e indiferentes. Por motivos óbvios, têm suas relações interpessoais prejudicadas, sendo pre-julgados com características que nem sempre combinam com sua personalidade.

A configuração do sorriso poderá reforçar ou atenuar características pessoais. Por exemplo: pessoas que tem os caninos mais salientes que os incisivos centrais oferecem um aspecto vampiresco ao sorriso, que é relacionado a perigo e agressividade. Nesta situação se a pessoa não tem esta característica em seu íntimo, terá sua imagem prejudicada pela não concordância entre comunicação não verbal e comportamento. Ao contrário, se a pessoa tem comportamento e condutas austeras e agressivas, com este sorriso, terá esta imagem reforçada e acentuada. Modificando o sorriso para uma situação de equilíbrio entre as proporções dentais em forma e cores, tirando a evidência dos caninos, teremos estas características extremamente atenuadas.

Dentes escuros, tortos, pouco visíveis encurtados por desgaste funcional ou acentuado por bruxismo, lascados ou fraturados oferecerão um aspecto envelhecido ao sorriso, comprometendo a imagem de jovialidade tão valorizada pelos conceitos estéticos atuais e levado em consideração nas relações corporativas, principalmente para profissionais que buscam recolocação.

De outra maneira, dentes curtos e com espaços (diastemas), porém com anatomia e cores preservados, oferecerão um aspecto infantilizado, comprometendo a imagem de maturidade, segurança e confiabilidade que a pessoa poderá transmitir. Obviamente, o comportamento e atitudes poderão ou não concordar com a comunicação não verbal.

A adequada posição entre arcos dentais e dentes permite uma pronúncia mais precisa e nítida das palavras, enquanto que a presença de espaços entre os dentes superiores e prejudica a fonética.

Em uma consulta/entrevista, observando as características positivas, ouvindo e conhecendo os valores da pessoa, normalmente tentamos entender subliminarmente o quê ela deseja expressar por meio de sua imagem. Associando as informações ao exame clínico e radiográfico, estudo da face e sorriso com um protocolo de fotos digitais e traçados estratégicos, é possível estabelecer uma estratégia de tratamento multidisciplinar que contemple as necessidades funcionais e estéticas da pessoa.

Com estratégia personalizada de tratamento e usando os materiais, equipamentos e técnicas atuais, a odontologia dispõe de muitos recursos com preservação de estrutura dental como clareamento, restaurações estética de resina composta, facetas de porcelana com mínimo ou nenhum desgaste, dependendo da cor do dente. Cada vez mais usamos enxertos e implantes para repor dentes perdidos, o auxilio de ortodontia e cirurgia buco-maxilo-facial para modificação do sorriso e face que oferecerá harmonia com a imagem interior, expressando suas qualidades e atributos positivos, proporcionando autoconfiança, equilíbrio e resgatando a auto-estima que provocará reações positivas nas relações interpessoais.

Carlos Loureiro Neto

 

Formado em 1984 pela FORP – USP, possui clínica multidisciplinar com ênfase em estética e reabilitação oral é prof. do Curso de Especialização em Implantodontia na AORP em Rib. Preto, membro da Academia Brasileira de Odontologia Estética e co-autor do livro Estética do Sorriso – Arte e Ciência.

 

e-mail: loureiro.neto@uol.com.br


 

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5 ideias sobre “O sorriso e a comunicação não verbal

  1. PREZADA LILIAN, LI ESTA COLUNA E A PARABENIZO POR SUA PUBLICAÇÃO EM SEU SITE E, PRINCIPALMENTE POR TER SIDO ESCRITO PELO DR. CARLOS LOUREIRO NETO, QUE ERA O MÉDICO DENTISTA DE NOSSA FAMÍLIA QUANDO MORÁVAMOS EM SÃO PAULO E HOJE QUE MORAMOS EM LONDRINA-PR, ELE CONTINUA SENDO COMO SEMPRE FOI, UM GRANDE AMIGO. QUE DEUS O ABENÇÕE E A VOCÊ TAMBEM, POR PUBLICAR TEXTOS DE PESSOAS COMO O DR. CARLOS, QUE TRAZEM LUZ E ESCLARECIMENTO A TODOS NÓS.
    ATENCIOSAMENTE
    OSVALDO DE SOUZA E FAMÍLIA.

    • Olá Osvaldo,
      Que bom que gostou e espero que continue acompanhando o Blog, com certeza teremos mais publicações do Dr. Carlos Loureiro.
      abraços

      Lilian

  2. Prezado Carlos, seu artigo nos ajuda a complementar os treinamentos que conduzimos com pessoas em fases de transições de carreira e de coaching executivo.
    Parabéns pela iniciativa e pela excelente, esclarecedora mensagem.
    Um abraço
    Luiz

  3. Olá Lilian, excelente artigo do Dr. Carlos. Concordo 100% com você quando inicia o artigo dando ênfase à importância de Sorrir. Realmente o Bom Humor transforma as pessoas e os lugares por onde passa. Eu acredito tanto nisso, que me dedico a divulgar os seus benefícios através de palestras motivadoras. Para conhecer um pouco mais desde meu trabalho, convido-a à visitar meu site http://www.palestrantedobomhumor.com.br e assistir o vídeo institucional que está na home.
    Mais uma vez parabéns, Sorria e Tenha um Bom Dia
    Marcelo Pinto (Doutor Risadinha)

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