Nosso Dia É Todo Dia

Sinceramente, para mim, todo dia é dia das mães. E dos pais, dos avós, dos tios…enfim, de todos aqueles que por alguma razão assumem a responsabilidade de criar, cuidar e acompanhar no que for possível o dia a dia de uma criança.

Na maioria das vezes a maternidade é desejada, planejada, e quando saímos do hospital com nosso “pacotinho” nos braços, nos damos conta de que nossa vida, nosso mundo, agora gira em torno daquele serzinho. Tudo fica menos importante e muito mais intenso. Obrigada Meu Deus, por mandar meu dois pacotinhos e ter me mandado para minha mãe….rs

Quero dividir com todas as mamães, papais, vovós…a linda homenagem que recebi das minhas filhotas na escola hoje…

“”Era uma vez uma criança pronta para nascer…
-Meu Deus, é verdade o que me dizem? Que amanhã Tu me enviarás para a terra? Mas como vou poder viver lá, sou tão pequeno e sem recursos?
Deus respondeu:
-Dentre todos os anjos, escolhi um especialmente para ti. Ele te atenderá e vai tomar conta de ti.
-Mas…disse a criança: …aqui no Paraíso eu não faço outra coisa a não ser cantar e sorrir…Tenho necessidade disto para ser feliz…
Deus diz:
-A cada dia, teu Anjo cantará pra ti. Sentirás seu amor e serás feliz, criança…
A criança continuou…
-Como poderei compreender o que me dizem se não conheço a língua deles?
-É fácil, respondeu Deus. Teu Anjo te dirá as mais doces, as mais maravilhosas palavras…e com muita paciência e delicadeza, teu Anjo te ensinará a falar…
A criança olha para Deus e diz:
-E como vou fazer quando quiser falar Contigo?
Deus sorri para a criança lhe dizendo:
-Teu Anjo te mostrará como juntar as mãos e te ensinará a rezar.
-Quem me protegerá?
-Teu Anjo te defenderá ainda que seja com risco de sua própria vida!
A criança ficou triste e disse:
-Mas eu serei sempre infeliz por não Te ver mais…
Deus abraçou a criança dizendo a ela:
-Teu Anjo te falará de mim e te ensinará o caminho para voltares a mim, mas estarei sempre a teu lado.
Reinou no céu, nesse momento, uma grande Paz. Vozes se ouviram
vindas da Terra…
-Oh! Meu Deus, estou pronto para partir, mas por favor diga-me o nome do meu Anjo!!!
Deus respondeu:
-O nome do teu Anjo não tem importância, minha criança. Tu o chamarás simplesmente…
MAMÃE!””

                                                  Mike Sharobin

Um Feliz (mais um) Dia Das Mães

Ludmila Dualibi

Apertem os Cintos e Boa Viagem

Depois de anos, viajei apenas com amigas nesse feriado. Estávamos em cinco mulheres e uma criança (menina também). Minhas filhas não foram, pois estavam com o pai. Dessas quatro amigas, duas são casadas e uma namora. Os maridos não foram. Acho que quiseram poupar os ouvidos, já que sabem que quando nos juntamos, todas falam tudojuntoemisturado!! Pois se esse foi o motivo, agiram certo!

São mais de vinte anos de amizade e algumas viagens ao longo desses anos. Houve uma pausa para casamentos, maternidade… Mas sempre nos divertimos muito nessas viagens e não poderia ter sido diferente agora, já que fomos para o casamento de outra amiga e lá, mais um grupo de conhecidos se juntou à nós.

Ao longo desses anos, muitas coisas aconteceram em nossas vidas. Perdas, conquistas, decepções,    casamentos, separações, reconciliações, doenças, alegrias, nascimentos… E sempre estivemos ali, juntas, inclusive em gestações, já que quando estava grávida pela segunda vez, mais duas amigas estavam também. Em um intervalo de 40 dias, as três tiveram três meninas!!

Bom, alugamos um apartamento super bacana em Florianópolis e lá fomos nós…..

A instabilidade do tempo nessa época do ano não permitiu que aproveitássemos a tão linda ilha, mas em compensação aproveitamos cada minuto juntas, já que a correria do dia a dia, compromissos com a criançada aos finais de semana e a localização geográfica de algumas, não permite encontros com tanta freqüência. Nada mais foi preciso… apenas uma mesa redonda, alguns aperitivos, algumas cervejas para beber e depois a coca zero, pois ‘a gente se diverte sem beber’ sim!! E o  casamento foi lindo, em um lugar perfeito com um fim de tarde maravilhoso e as companhias não podiam ser melhores.

Essa foi a primeira viagem pós casamentos e maternidade para nós, e como não podia ser diferente, o tema filhos se fez presente em muitos momentos. Histórias, dúvidas, curiosidades…nada passou em branco. E rola também puxões de orelhas em quem precisa, pois amigo/a é aquele que elogia na frente dos outros e critica quando está a sós não é mesmo?

E mais uma vez estávamos juntas, renovando um voto (casamento mesmo, rs) de amizade sincera, cujo único interesse era recordar momentos e dar boas risadas. E são esses momentos que nos fazem escrever pouco a pouco nosso livro, o livro da vida! Muito obrigada minhas irmanas.

Ludmila Dualibi

A mamãe TEM que trabalhar!

Essa é uma frase que diariamente falo para minha caçula! Muitas vezes quando saio de casa ela desanda a chorar. Um choro doído. Não me pede para ficar, apenas diz que ‘…vai sentir saudades.’ Eu respondo que também sentirei, mas que ‘…a mamãe tem que trabalhar’ e que logo que ela for para a escola ela se distrai e passa a saudade!

Imagino que seja assim em muitos lares onde as mães trabalham fora. Sim, porque todas trabalham; umas em casa (“home office”), outras fora e algumas para casa e para todo o resto da família também!

Avós, babás, creches…de alguma maneira temos que esquematizar nossa ausência em casa. Faz parte da vida moderna a inclusão das mulheres no mercado de trabalho, indiscutivelmente.

Hoje, ao tomar café-da-manhã com uma amiga (olha só como andam as agendas…encontros marcados para o café-da-manhã, rsrs), falamos sobre esse assunto – a difícil arte de deixar os filhos em casa e ir trabalhar. Difícil, mas não impossível.

No caso minha amiga está com uma questão mais ‘chata’ para resolver: se programar para uma viagem de negócios, onde ficará 10 dias fora. Até aí tudo bem! Ela até poderia pensar em levar o filho, que tem quase dois anos, mesmo que para isso ela tivesse que armar “O esquema” , incluindo babá, malas extras, etc, para passar esses dias fora de casa, afinal, mãe sempre se vira……tudo isso seria mais ou menos tranquilo se o destino não fosse, adivinham onde?! Japão!! Afe, ninguém merece…rsrs

Nem preciso dizer que qualquer esquema cai por terra com um destino desses né?!

Eu deixei de lado uma possível carreira de arquiteta para desfrutar e me deliciar na função mãe em tempo integral. Foi uma opção minha na época e confesso: faria tudo de novo! Agradeço à Deus ter passado a primeira infância das minhas filhas ao lado delas. Isso não tem status nem salário que paga!

Após minha separação veio a vontade de trabalhar fora! Esperei minha caçula completar 4 anos. Trabalhar com arquitetura? Até gostaria, mas confesso que as propostas que apareceram me afastariam das minhas filhas, já que teria que enfrentar os horários de rush no trânsito caótico de São Paulo e com certeza não as veria de manhã e nem final do dia. Sem chance!!!!

Hoje trabalho no cartório da minha família, o que me permite uma ótima flexibilidade no horário, onde consigo levar e buscar na escola e quando necessário, levá-las ao médico! E mesmo assim, estou sempre de olho no relógio, para não perder a hora…delas é claro!!!! Quando não dá para mim, passo a peteca para minha mãe, rsrs, que sempre me ajuda muito!

Mãe mexe aqui, mexe ali, grita socorro para a avó, para o avô, vira três se preciso for, mas sempre dá um jeito de estar presente no dia à dia dos filhos. Afinal, Mãe É Mãe.

Em tempo: tenho alguns primos e amigos homens que desempenham muito bem essa função “mãe” e deixo aqui minha admiração por eles!

 

Ludmila Dualibi

 

 

 

 

 

 

 

Nossa Páscoa. Mais um encontro especial.

“Que Jesus Ressuscitado, vivo e presente no meio de nós, nos ajude a viver o amor, a solidariedade, a partilha e a fraternidade e a superar as dificuldades, os medos, as inseguranças e as incertezas de nossas vidas, da nossa família e do meio que vivemos.”

Esse foi um trecho da mensagem de Feliz Páscoa que a escola das minhas filhas enviou.

Nesse feriado de Páscoa aproveitamos para reunir parte da família. Não precisamos de datas especiais para realizar esses deliciosos encontros que no final se transformam em verdadeiros ‘eventos’ rsrs, mas dessa vez foi mais especial, já que uma prima que mora fora do país estava presente e, para alegria dos meus tios (meus tios-avós), reuniu-se de uma vez todos os 9 netos, 3 sobrinhos netos e 2 sobrinhas bisnetas!!!! E o melhor: a idade era dos 14 aos 5 anos.

Dessa vez o evento aconteceu na fazenda da minha tia, onde cada um dos dois irmãos dela têm sua casa também. Casas cheias, fogão à lenha, sol, piscina, cavalo….perfeito!

Dá gosto de ver como todas as crianças, inclusive minhas filhas, simplesmente adoram tudo aquilo. Emociona até, já que cresci indo para essa fazenda junto com meus primos, que hoje têm seus filhos com idade das minhas. Fazenda esta que meu pai junto com seus irmãos passou parte da juventude também.

Lá é onde comemos a fruta direto do pé; depois de colher, sentamos com as crianças na escada da casa com bacia e faca na mão e aí começa a comilança. O almoço é feito no fogão à lenha (com destaque para o frango caipira acompanhado da famosa macarronada; uma delícia!), a piscina vive cheia e os cavalos sempre a postos. À noite, para os adultos, não pode faltar o carteado, que muitas vezes atravessa a madrugada. E para a criançada a sessão cinema; que já bem cansadas, não se incomodam em ficar amontoadas em poltronas e sofás. Muitas já pegam no sono ali mesmo. O passeio pela horta também é obrigatório. Verduras e legumes sempre fresquinhos na volta para casa!

Minhas primas e eu estamos sempre no rodízio com as crianças. Enquanto uma acompanha o passeio a cavalo, outra faz plantão na piscina e ainda quando dá, uma escapa para um cochilo, afinal ninguém é de ferro.

Depois desses dias em um lugar assim, desfrutando da companhia dessas pessoas essenciais em minha vida, volto para casa completamente revigorada, preparada para enfrentar a correria do dia à dia e certa de que é disso que as pessoas precisam: estar sempre perto de quem se ama… e esse amor, os Adas, os Dualibi, os Figueiredo, os Funicello, os Funck, os Loeb, os Tartaglia e os Wilson têm de sobra : )

Espero que todos tenham tido uma Páscoa maravilhosa.

Ludmila Dualibi

 

Há Dez Anos Eu Sou MUITO Mais Feliz

Minha filha mais velha fez 10 anos! Como o tempo voa. E como é prazeroso acompanhar o crescimento de um filho/a. Dia à dia, mês à mês, ano à ano…. Cada momento fica registrado em nossa cabeça, em nosso coração.

Um momento que não se apaga na minha cabeça; quando a trouxeram para mamar pela primeira vez. Era no começo da madrugada, estava super ansiosa para segurar a minha tão amada filha, afinal nosso primeiro encontro fora rápido demais, ainda na sala de parto.

Eis que entra a enfermeira com um ‘pacotinho’ nos braços e o entrega para mim. Ao colocá-la no peito para mamar olho para seu rostinho e vejo aqueles olhinhos arregalados olhando para mim! Meu Deus! Lá estava ela, minha filha, meu bebê, meu coração batendo fora do peito…Parecia que seus olhos diziam: “-Ahh, então é você! Você que me acalentou todo esse tempo, você que conversava comigo! Reconheci seu cheiro e sua voz.“

Como é bom relembrar tudo isso!

Eu aproveito cada minuto ao seu lado, eu amo cada minuto ao seu lado, mesmo quando nesses minutos eu tenho que repetir 10 vezes a mesma coisa…rs Tudo, tudo vale à pena!

Queria dividir com vocês um lindo e emocionante poema da escritora Hilda Lucas, onde ela aparece como a Mãe da Noiva.

“Lá vai minha filha quase voando no seu vestido etéreo.

Lá vai minha filha do olho grande, da pele morena e do cheiro de feijão. A menina que estreou a mãe em mim. A menina que chegou trazendo todo um universo de novidades: emoções, medos, encantamentos, aprendizados. Crescemos juntas: eu aprendendo a ser mãe e ela aprendendo a ser ela mesma. Descobrimos duas palavras mágicas: ela me chamou mãe e eu a chamei filha. Palavras novas e tão viscerais que pacientes esperavam para se cumprir.

Éramos duas sendo uma em muitos sentidos. Carne da minha carne, fruto do meu amor, sonho dos meus sonhos. Ela me expandia e eu a protegia. Ela me dava a mão e eu todos os sumos. Ela me dava a eternidade e eu lhe dava asas. Ela me alargava o coração e eu lhe ensinava a caminhar sozinha. Ela me cobria de beijos e eu a cobria de bênçãos. Ela me pedia colo e eu lhe pedia sorrisos. Ela me traduzia e eu a decifrava. Ela me ensinava e eu lhe descortinava o mundo. Ela me apontava o novo e eu lhe ensinava lições aprendidas no passado. Ela me falava de fadas e princesas e eu lhe falava de avós e gentes. Ela me emprestava seus olhos encantados e eu rezava por um mundo melhor. Ela me tirava o sono e eu cantava para ela dormir. Ela me alegrava a vida e eu vivia para ela.
Quando um filho nasce começamos a nos despedir dele no mesmo instante. Nosso ele só é quando no ventre. Depois somos seus abrigos, seus condutores, seus provedores sem nunca esquecer que eles começam a ir embora no dia que nascem. No começo o tempo parece parar. A plenitude da maternidade e a dependência dos pequenos criam uma ilusão de que será assim para sempre. Mas não, eles crescem inexoravelmente em direção à independência. Cumpre-se o ciclo da vida e é melhor que seja assim, caso contrário, significa que algo de muito triste, inverso ou perverso aconteceu.

Lá vai minha filha. Assim seja. 

Olho seus olhos enormes e profundos e vejo os mesmos olhos que ainda na sala de parto me olharam intrigados, solenes, como que me reconhecendo, me convocando. Eu disse sim à minha filha, imediatamente, a segui desde aquele instante, entregue, eleita. O amor que eu senti foi tão avassalador e instantâneo que eu cheguei a ter medo. Sim, na hora que nasce o primeiro filho, a gente compreende a fragilidade da vida, a fugacidade das coisas e a passa a ter medo de morrer. O fato dela precisar de mim me tornava única, imprescindível. Eu não podia falhar, eu não podia morrer, afinal foi ela quem me escolheu. A partir dali, tudo mudou, meu espaço, meu papel, minha relação com o mundo adquiriu outra dimensão: eu era sua mãe!

Crescemos juntas. Somos amigas. Mãe e filha. Ao longo desses anos rimos, choramos, brigamos, resolvemos impasses, estreitamos laços, vencemos batalhas, enfrentamos noites escuras. Contamos uma com a outra, sempre. Às vezes era eu quem a socorria outras vezes era ela quem me amparava. Não foram poucas as vezes em que os papéis se inverteram e ela foi minha mãe. Às vezes me pergunto se eu dei a ela tanto quanto recebi. Sinceramente, acho que não. Desde o momento zero ela transformou minha vida e, num movimento contínuo, faz de mim uma pessoa melhor.

Lá vai minha filha. Apaixonada e confiante. Ensaiando vôos, escolhendo caminhos, encerrando ciclos.

Eu feliz, penso: cumpra-se!”

Lindo não é?!

Ludmila Dualibi